terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Tio B.

Tio. Era assim que eu o chamava,parece até clichê pro resto da história,mas fazer o quê? Ele realmente era meu tio. 23 anos mais velho,algumas rugas,barba por fazer,barriga levemente saliente,óculos de grau,algumas tatuagens e um ótimo gosto musical. Desde mais nova,uns 10 anos,meu tio sempre me levava ao quarto dele para me mostrar os seus CDs. Ele gostava de The Beatles. Fazia isso para não deixar que as músicas da Kelly Key,que minhas primas viviam ouvindo,apodrecessem meu inocente cérebro. Fui ouvindo o que o Tio B ouvia. Fui gostando do que o Tio B gostava.
Meu tio tinha uma namorada,uma mulher de seus 30 anos,loira,um pouco acima do peso. Eu não gostava dela. Quando Tio B não a conhecia tinha mais tempo para me apresentar novos sons,novos conhecimentos,que eu gostava de usar,de esfregar na cara dessas minhas primas que desciam até o chão com suas minúsculas bundas ao som de “é o tchan”. Eles namoravam havia3 anos,ela se chamada Michele,de seus 30 e tantos anos,funcionária pública,que nem Tio B. Um terrível dia então,eles casaram. Penso que a tal da Michele deve ter feito alguma macumba para que isso acontecesse ou então uma puta de uma chantagem. Não queria acreditar que toda a atenção que era minha,seria só dela,e o pior,eles sairiam da cidade,somente para completar a minha infelicidade.
No dia do casamento dos dois,adoeci. Fiquei em casa,aos cuidados da vizinha,que era muito amiga de minha mãe. Febre, vômito e tosse,estão aí os ingredientes secretos para uma bela desculpa. No mesmo dia,mais cedo,meu tio se despediu de mim,deixando comigo um chaveiro,que era uma pequena bola de sinuca,preta,número 5. Tio B havia começado a me ensinar a jogar,porém nunca aprendi muito bem. Corpo pequeno,braços pequenos para aqueles tacos nada infantis. Então ele se foi com a vaca da Michele.
O que eu sentia por Tio B aos 10 anos de idade,nada mais era do que o sentimento de ter um irmão daqueles que te tratam bem,com a ilusão de meu tio ser um anjo disfarçado. Aliás,um anjo,um papai Noel e um coelho da páscoa. Todas essas coisas que eu julgava serem boas. Eu,filha única sofrimuito com a partida de um grande amigo do mesmo sangue.
Então,5 anos se passaram e durante esse tempo,eu até fiz uma amiga,mas ela se distanciou quando eu contei que havia visto um filme pornô – sem querer – com o botão de mute ativado,numa madrugada dessas. Então, fui sobrevivendo com o Paul, o John, o George e o Ringo.
Is there anybody going to listen to my story all about the girl who came to stay?”
Só nós cinco,o que já é muito.
No dia 6 de setembro, ouvi minha mãe ao telefone,com o Tio B. Havia se separado. Motivo: Michele queria bebês,Titio não. Isso nos mostra como,às vezes, as vilãs das novelas fazem tudo errado,um bebê nem sempre aproxima um casal. Depois de muitas brigas sobre tal assunto,meu tio pediu a separação. E o melhor: voltou para casa! A minha casa! Já que havia vendido a casa em que morava para comprar a outra,no outro estado. Enquanto ele não se estabilizava,minha mãe,claro,ofereceu a casa para meu tio ficar. Mas okay,5 anos se passaram,eu só tinha um pouco de contato com Tio B pelo telefone,não via o seu rosto nas fotos que mandava,pois me recusa a ter que encará-lo junto da  vadia que roubou meu anjo de 38 anos.  No dia 9,uma terça-feira,minha mãe saiu para trabalhar,não comentei nada sobre meu pai,porque ele não morava mais com a gente,mas com a segunda esposa,mas creio que nesse dia,ele também tenha ido trabalhar. Ficamos eu e o Darwin,meu cachorro,em casa.
Eu fiquei em casa,pois não estava com espírito para sair de casa e enfrentar aquelas pessoas que não falavam comigo. Minha mãe compreendia essas minhas crises,então sempre deixava eu ficar quieta.
Às 10 horas da manhã,eu ainda estava deitada,não dormindo,mas pensando. Ouço então o barulho que a porta pesada da sala fazia quando era aberta. Pensei que fosse minha mãe que tinha voltado para buscar a carteira,o colírio,o que fosse,portanto nem me levantei. Então a porta do meu quarto abre e eu de bruços,me viro lentamente. Um homem! Dois gritos meus! E a calmaria dele:
- Calma,Alice,sou eu,Tio B!
Fiquei num estado tão paralisado que esqueci que estava somente de calcinha e camiseta fina.
- Tio B...
Repeti mais que surpresa!
Então ele veio,me pegou pelos braços e me abraçou. Eu, com 1 e 60,em cima da cama,abraçada a meu tio,1 e 80 , em pé. Dei um abraço muito forte,que creio que meu tio tenha sentido meus seios contra seu peito.
Quando ele me soltou,me olhou nos olhos e deu um sorrisos daqueles de felicidade. E saiu. Cozinha,banheiro,não vi para onde dobrou... Só senti. Senti uma imensa coisa boa morando no meu coração e algo um tanto úmido entre minhas pernas.
Mudei de roupa e fui atrás dele.
Estava no quarto que não era de ninguém. Um quarto para improváveis hóspedes. Entrei e sorri para ele,que sorriu de volta,passando a mão em meus cabelos.
- Feliz que voltou,Tio B!
- Feliz em estar de volta! E você,hein? Quem te deixou crescer? Não me diga que se rendeu a Kelly Key!
- Jamais! Após ser abandonada por você,me apeguei com força aos besouros.
Ele riu.
- Mas,então,Alice,me conta como taa vida! Qual o nome do seu namorado?
- Namorado? O quê é isso?
Eu ri.
- Ah,fala sério,vai dizer que,VOCÊ,linda do jeito que é,e que ficou ainda mais,não beijou nenhum rapaz ao som de something?
- Ah,tio,beijar,beijei. Ao som de carros,buzinas,ônibus. Nenhum Roberto da vida, não... Só inúteis mesmo.
Nesse momento,dei-me conta do que disse ao perceber seu olhar de estranhamento. Virei e sai,o mais rápido.
Roberto. Beto. B.
Minha mãe era enfermeira,e havia dias que ela precisava fazer plantão no hospital em que trabalhava. Nesse dia,não era dia de plantão. Porém,ao meio-dia,minha mãe ligou avisando que precisaria ficar até o outro dia,pedido de uma outra enfermeira que teve que voltar mais cedo para casa,pois o filho pequeno estava com febre alta. Okay,tudo bem. Comprei o almoço para mim e Tio B.
Nos sentamos no sofá,pois adorávamos quebrar as regras da minha mãe. Não comer no sofá era uma delas. Enquanto tio B saboreava sua marmita de carne assada com aqueles molhos malucos que acompanham,eu me esquivava dos pingos quentes que os fios de macarrão do meu nissinmiojo deixavam cair quando ao invés de serem sugados numa boa,ficavam balançando.
Tio B,que terminou de almoçar primeiro que eu,ficou me contando das bandas novas que havia conhecido,quando Michele saía e ele podia ficar ouvindo no ultimo volume. Green Day, Franz Ferdinand, The Hives. Eu conhecia todas, engoli o macarrão as pressas e cantei:
It's too late,It's too soon
Or is it Tick TickTickTickTickTick Tick…”
- Boom!
Completou meu tio.
Esse momento foi tão gostoso que larguei o prato no chão, cheguei mais perto e o abracei mais uma vez. Pus minhas mãos em seu pescoço,a cabeça deitei no ombro e um dos joelhos ficou levemente apoiado na coxa esquerda dele. Tio B pôs a mãos na minha cintura de leve,depois deslizou e me abraçou por inteiro,se juntando mais,me curvando,me deitando. Quando vi,estava totalmente deitada no sofá,com tio B em cima de mim,havia se encaixado entre minhas pernas e estava com cabeça nos meus seios,de olhos fechados,respirando fundo,como se estivesse se sentindo aliviado. Ou culpado.
Quando levantou a cabeça,olhou para mim com o olhos marejados e pediu desculpas. Saiu de cima e ficou sentando com as mãos na cabeça. Não entendi o motivo das desculpas.
- Eu fiz alguma coisa,tio?
- Não,jamais! Eu que quase fiz...
- E o que foi?
- Nada,Alice,nada. Eu vou tomar um banho.
Tio B se levantou,e antes que pudesse dobrar o corredor e entrar no banheiro,corri e o puxei-o pelo braço,fazendo com que se virasse. Empurrei meu tio até a parede,com a cara de espantado que fez,e o beijei. Forte. E estava gostoso,diferente do beijos dos idiotas da escola,que gozavam a qualquer leve toque nas suas calças. Ele me beijou de volta,agarrando com força meu corpo contra o dele. Primeiro desceu timidamente a mão direita,depois a esquerda,já sem a total vergonha,agarrou minha bunda. Parou por uns segundos de me beijar,o tempo que levamos até chegar no sofá novamente. Tirou minha blusa,eu tirei sua camiseta. Ainda a velha barriga levemente saliente. Enquanto me beijava conhecendo cada canto da minha boca com a sua língua,foi descendo a mão até meus seios. Desabotoou o sutiã sem graça,e tocou. Apertou. Foi conhecendo o restante do meu corpo,agora com a boca,que não tinha mais seus beijos,mas uma forte respiração. Passou pelos seios,fez o que queria. Desceu ao umbigo,fez o que queria. Chegou ao meu short. Abriu um botão,desceu o zíper,tirou o short. Por cima da minha calcinha branca,passou a mão sentido a poça,o mar, o oceano que já havia jorrado de mim. Devagar ele foi tirando,me deixando nua e feliz naquele sofá.
Enquanto eu o olhava,ele tirava sua bermuda,ficando de cueca,e mostrando-me o seu nível de desejo. Duro. Ajoelhou-se e abriu suavemente minhas pernas. Senti sua língua passear em mim,devagar,indo e voltando,movimento circulares,mais fundo,bem de leve,depois chupou com força o ponto mais forte, aquilo fez eu me estremecer. Apertei seu braço com força para demonstrar o meu nível de desejo. Depois disso,me pegou pelas mãos e fez com que eu me ajoelhasse a ele. Antes,uma almofada no sofá sagrado nos meus joelhos para não me machucar. Meu tio era realmente um homem amável. Baixou a cueca,elevou-se o amor. Era lindo,era duro,era comível,chupável,gozável. Então eu chupei o amor. Pela primeira vez!
Fui,voltei,fiz com que entrasse todo na minha boca. O amor era meu. Amei,olhando no olhos dele,que fazia uma linda expressão enquanto segurava com força meus cabelos. Ele me levantou e me pôs de quatro no sofá. Se eu estava de costas,é porque seria uma surpresa. Uma surpresa do amor é sempre bem recebida. Fiquei do jeito que ele me disse. Apoiada,de joelho no sofá,cabeça encostada numa outra almofada. Ele veio. Fez um certo charme por fora,fazendo com que eu empinasse um pouco na intenção de acelerar a entrada dele em mim. Mas com calma,ele foi. Quente,queriaque não acabasse,que não tirasse,que fosse,mas voltasse, o mais rápido que pudesse.
Minha respiração ficou mais acelerada e eu só pensava em ter mais, doía um pouco,mas quem se importa? Dizem que o amor machuca um pouco mesmo. No auge dos gemidos,respirações e desejos,veio o amor de dentro dele! Me virei e sentei no sofá,peguei o amor e chupei mais uma vez. Era gostoso,fazia ficar mais macio,molhando,limpei tudo. Abracei Tio B. E tive a certeza que aquilo foi a regra mais legal de ser quebrada naquele sofá.

Priscilla Way

Na madrugada de 09 para 10 de Novembro de 2013.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Incêndio



Eu vivi um incêndio. Ele começou no meu estômago,tropeçou no meu coração e explodiu na minha boca: PUTA QUE PARIU! 
Essa é a descrição do meu ódio. É a partir disso que eu escrevo listas sobre quem atropelar quando eu tiver um caminhão. 

:)

Priscilla Way.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Azul


Um dia triste desses,quis entrar naquele bar bonito,de esquina e beber um vinho,desses baratinhos,porém fui barrada por ser menor de idade. Então fui pra casa beber coca-cola. Era o que tinha pra me embriagar. Nada mais auto-destrutivo do que aquele gás que sai de você,pela boca e pelo nariz,causando uma mistura de ardência e pré-infarto.
 Cobri os espelhos do meu quarto,pois não gostava de dar de cara comigo mesma de surpresa,logo mais com cara de loser.  Costumava me prender a ilusão para não lembrar do que guardo nas gavetas e do que faço nos banheiros. Um história um pouco clichê,mas que causa grandes resultados. De pouco em pouco,até o grand finale!
Não mudaria nada do meu passado. Mudaria do passado dos outros. Por causa dos outros,eis eu aqui! Deitei na cama de barriga pra cima,fiquei olhando o teto branco e a lâmpada apagada. Um silêncio. Um suspiro. Tentador. Selecionei aquelas pessoas que durante 16 anos foram importantes. Minha mãe, uma amiga e duzentos amores platônicos.  Pensei no meu pseudo namorado que só gostava de mim porque eu abria as pernas para ele. Ele não era importante. Não,mentira,ele era. Mas ele não sabia e não deveria saber,apenas mais uma injustiça dessas da vida. Eu amava o cara que só atendia minhas ligações porque queria gozar.  É o amor. É,eu realmente deveria ir.
Então eu levantei e fui até o quarto da minha mãe. No banheiro dela,vários desse remedinhos pra dormir – como minha vida é clichê – e então pensei melhor e lembrei que eu não teria paciência de esperar 20 comprimidos fazerem efeito. Durante o tempo de espera eu poderia me arrepender. Teria que ser algo rápido,2 segundos! Foi então que o telefone tocou. Era ele,estava querendo o de sempre.  Nesse momento eu me senti uma puta. Meu amor era meu cafetão. Fiquei seriamente em dúvida se valeria a pena trocar o fim por mais uma decepção. Porém,uma decepção a mais seria um forte incentivo para saltar na frente daquele ônibus de viagem azul, bonito. Então eu fui.
Chegando lá,um oi-meu-amor da parte dele e um e-aê-meu-bem da minha. O Carinho dele se comparava aqueles elogios de filhos para  a mãe,quando a criatura quer pedir alguma coisa. Eu só tinha 16 e minha vida já era regada a casos com homens considerados cafajestes. Eu não era uma promíscua,mas sempre tive a idéia de que não podia negar os meus desejos. Enfim,ele tirou minha roupa e a dele,e quase chorei por achar aquilo tão romântico. Triste por saber que depois de uma hora,ele mudaria. Eu deveria estar acostumada. Ele começou com o de sempre. Beijava-me da cabeça aos pés com uma longa parada no meio das pernas,depois  penetrava e ficava até se satisfazer totalmente. Isso era nos dias em que ele estava muito na vontade. Quando ele estava mais tranqüilo,eu tinha a oportunidade de usar minha boca para outros fins. Ele era um bom rapaz na cama. Mas,obviamente,nada que me desse vontade de sobreviver com aquilo para sempre. Uma hora eu iria embora,catando os pedaços do meu coração e da minha vida,mas eu iria embora.
Depois do sexo,um banho,um beijo,descer escadas e um tchau,te ligo  muito mentiroso.
Não quis voltar pra casa,então segui em direção ao bar bonito que eu não podia entrar. No semáforo mais próximo estava parado aquele ônibus de viagem bonito,azul, que eu nunca entrei,louco para acelerar. Caminhei até a faixa de pedestres,quando olhei para cima,o semáforo havia ficado verde,logo pensou o motorista do ônibus: hora de ir! Concordei e abaixe-me para amarrar os cadarços do meu tênis de marca falsificada.
                                       *        *          *  

--  E Tu soube?
- Do quê?
- Da Alice,mulher,aquela mocinha que mora na casa verde,morreu ontem!
-  Sério?!  E como foi isso?
-- Atropelada por aquele ônibus azul,todo chique,de viagem.
-- Nossa,coitada..
- É, a única coisa que não ficou com marca de pneu foram os chinelos que ela estava calçada,porque o resto,minha querida... enterro de caixão fechado!
-- Que triste,mulher... mas,então, tu viu a novela ontem?



Priscilla Way.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

G.


Dessa vez não faço uma "poesia" ou uma carta daquelas que alguém tem guardado. Dessa vez é como se fosse um "adeus" forçado. Com lágrimas nos olhos,eu lembro de toda uma amizade,cheia de coisas novas,nada de clichês. Conheci alguém que me fez abrir a boca e elogiar: Incrivel! 
Parece até que todo esse tempo,nossa amizade tinha prazo de validade e ninguem me avisou. 
Se não der mais certo,meu muitissimo obrigada por me fazer ser especial naquele tempo,por me ouvir e zombar de  meus dramas pra não nos deixar constrangidos. Obrigada pela inspiração,pelas conversas,pelas loucuras.

Expondo isso para que você possa saber dessa minha saudade de novo,porém sem dizer que eu estou "viajando".

P. Way

sábado, 12 de outubro de 2013

Rei Ar.




Ansiedade quase define
tô com saudade dos segredos
dos amigos,dos desejos
a vida com o lado bom
ruim voltar às 17h.
quando se quer ficar a vida toda.

PWay.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

(lágrima)


Eu choro porque não vejo lua no céu,não sinto o vento bater,não espero por algo. Eu choro porque essa é a parte da vida que eu não sei explicar. Pode ser mais uma fase da fase antiga,que eu rezei pra ir embora,e foi. Não durou nem dois anos,voltou. Talvez a vida seja assim mesmo,coisas que você não consegue se acostumar nem entender,por se basear na felicidade alheia. Gente que não quero perder,e perco. Não vou me adaptar.

Priscilla W.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sobre aqueles de nomes sujos do passado.


Então foi naquele tarde que eu realmente o conheci. O verdadeiro ser. O que não era amável. O que era puro pecado! E eu,a mais pecadora. Burra. Pensei ter sido burra,afinal,que merda,eu o amava! Amava com os sentimentos não só com o meu corpo. Amava cada pedacinho daquele pecado,daquele veneno,daqueles cabelos,olhos,boca,vida pulsante. Pulsante em mim.  Porém,veio o desencanto. Queria ter suportado todos aqueles defeitos,aqueles abandonos,amor de momento. Mas eu necessitava demais,do lado bonito,daquele ilusão. Não a cruel verdade de nós.  Era uma vez nosso lindo coldplay.  Adeus aquela rua que eu não posso mais passar, adeus aquela rosa de pálida agonia a me esperar. Livre! Desse meu castigo,desse meu amor.  Há tanto tempo aqui dentro que já criava raízes e frutos,porem podres. Que nem você. Que nem eu. Adiós.


Priscilla Way.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Alice IV


Inspirado no filme: "A pequena loja de suicidios"

Não gosto disso nem daquilo
por vezes,não gosto de mim
não sou legal nem tenho estilo
não sei mudar,eu sou assim.

Sou egoísta e sempre me contradigo
não sou inteligente e na mente,tenho inimigos
imagino prédios em chamas,e eu embaixo,olhando
vejo eles,vejo elas,vejo todos..queimando!

Prazer! eis o sangue que jorra dos braços
no clichê da banheira com água morna
ouvindo o silêncio,nenhum passo
a lâmina corta e a água afoga.

Na varanda,o vento bate do corpo todo
é gostosa essa sensação de quase voar
mas não me contendo com o "quase"
do 13º andar,eu vou pular.

Priscilla Way.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Livre.

                                                                        Imagem

Não. Não preciso. Não mais. Sou pequena,medrosa,ansiosa,mas sei o que quero,e isso eu não quero. Eu consigo. Pensei em mandar carta e falar sobre o tempo que fez falta,sobre o tempo que eu achava,sobre o tempo que eu me iludia. Agora não tenho mais vontade de nada disso. Crescer é bom. Dói,né. Mas o que não dói? Até o pingo da água fria da chuva dói. Eu sou frágil. E sou canceriana,isso resume meus defeitos. Eu corro por ruas escuras de segunda  à sexta,eu acordo com vontade de dormir,mas acordo. Eu não preciso de você. Mama,está errada.  

Priscilla Way.

sábado, 3 de agosto de 2013

(A)gosto do seu mau gosto.



COLUMBINE
Para você que tem planos e capacidade meu mais sincero Boa Sorte para sobreviver nessa cidade.

EVIL
Ela diz que é de Deus no recinto remunerado não fala palavrão e tem horror ao diabo mas soa hipócrita e vadia lá fora,no externo na verdade o que ela quer,é uma voltinha no inferno.

Way,P.

domingo, 28 de julho de 2013

Angústia.

É necessário cuidado. Com o meu,com o teu,com o nosso coração. 
Porque living in angustia,tudo é muito frágil.
Um desprezo,um descaso: mais uma guerra mundial!
Vira do avesso,mas não enxerga nada diferente.
Pior por dentro,porém.
Ou não.

P.Way.

domingo, 21 de julho de 2013

Porque nada faz sentido quando você quer ir embora logo.


Tentando entender o “job” do blowjob. O espaço entre a minha cadeira e o resto do lugar. Alguns esbarram. E me atrapalham. E me irritam. Alone in the job. Nada de blowjob aqui. Saibamos nos concentrar. Oh shit! Aqueles compromissos semanais in my mind. Chato. Holidays,please! Meu coração acelerado,irritado,incomodado por conta de erros gramaticais daquela pessoa que tem a voz irritante – indireta pra você aqui do lado. Desconcentrei. Não,nada a ver com blowjob  e o seu job! E a corjinha adolescente atrás de mim. Mentira,não são corjinha nem adolescentes. Mas eu sou implicante,principalmente na minha própria companhia. In the job,não olhe para os lados. Antecipando babaquices do dia 8 de julho. Caranguejinhos emotivos. E ciumentos. E desconfiados. Odeio quando não entendo o que as pessoas dizem,mas finjo que concordo.

P.Way

domingo, 7 de julho de 2013

Respira,respira... VAI TOMAR NO CU!


Eu gostaria muito de estar enganada,de ser apenas eu sendo implicante. 
Descobri que pessoas cinicas me irritam profundamente. 
Descobri que conheço mais palavroes do que eu pensava.
Quando eu olho pra esse ser,por incrivel que pareça,do sexo oposto,eu sinto nojo.
Eu sinto vontade de dar dois tapas naquela cara de cu dele. Não,pera,eu humilhei um cu!
Raio laser no olhar,metralhadora na boca. 

P. Way

domingo, 30 de junho de 2013

Alice III


Foi limpar as janelas do 13º andar, num dia de domingo,e então, ele nunca mais a (vi)u. Não (va)leu a pena.

Priscilla Way.

domingo, 16 de junho de 2013

Das coisas boas que perdem a graça quando fico com saudade.




Dormir até tarde
Comer chocolate
Pizza o dia todo
O recheado do biscoito
Celular com crédito
 Tela quente + filme inédito
Feriado no meio da semana
“Era você de aracaju ou do alabama” *
Tempo chuvoso
Suco de laranja e pão com ovo
Nescau de caixinha
Salgados de festinha
Tudo isso vale nada
Quando fico com saudade
O que é bom,vira maldade.


Priscilla Way.



* Trecho da música "telegrama" - Zeca Baleiro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dos sentimentos que nos damos conta debaixo das cobertas.



Faz um frio bom por aqui. E eu tô pensando no meu amado. Sempre ele,claro. Eu também estava pensando em mim,mas pensar em mim,é pensar no meu amor,já que somos um só. Fundidos de corpo e alma. A gente não mais se completa,porque já somos completos. Agora somos. Não é mais um tempo se adaptação,é um tempo de viver. E amá-lo é viver.

Priscilla Way.

sábado, 1 de junho de 2013

Descrevendo a minha saudade.




Ela começa querendo sair de mim,pelos meus olhos,querendo escorregar até os meus lábios pra me fazer sentir seu gosto salgado sempre conhecido.

Depois,quando percebe que,de primeira,não transbordará tão facilmente,ela desce,vai até meu coração,e começa a pôr peso nele. Aperta o botão da angústia. Ela sente em cima do meu coração e faz sentir que todo o meu corpo está cansado,daí eu vou deitar. Deito. Levanto. Fico inquieta com essa coisa pesadas dentro de mim. Eu tento não lembrar,não fazer contagens regressivas - porque,agora,sete dias,são a eternidade - eu tento me distrair,sentar ereta no trabalho,lembrar que tenho que estudar,ouvir musica no ultimo volume - aí as musicas tem que lembrar você,né - Além disso,tem essas fotos no celular,no computador. Dor. Sete dias com esse peso,procuro vídeos "engraçados" pra rir,pelo menos uma vez na semana,geralmente não os encontro.

Aí a saudade consome o meu corpo,a minha mente. Eu tento me sentir "gente grande" tentado controlar uma emoção,tentando não ser ansiosa. Mas eu ainda dou cambalhota na cama,porque vou me dar ao trabalho de nao sentir saudade?

Quinta-feira: Coração acelerado!
Sexta- feira: só mais um dia!
Sábado: Dormir pra passar as horas!

Aí você vem 

e me faz
bem.

Aí depois de horas

você vai embora
meu coração,coitado
apenas chora.

Aí termina ela querendo sair de mim,pelos meus olhos,querendo escorregar até os meus lábios pra me fazer sentir seu gosto salgado sempre conhecido.



Priscilla Way.





quarta-feira, 29 de maio de 2013

Hei de me entender!



Hei de me entender
de aceitar
tudo o que há 
sem me render
ser feliz com o que tenho
viver em paz com o que mantenho
não entrar mais em conflitos
não deixar os outros aflitos
fazer o que quero fazer
terminar o que comecei
porque eu sei..
hei de me entender!


Priscilla Way.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sobre latas de nescau e cinismo.



Triste é quando você põe leite na xícara e depois se depara com a lata de Nescau vazia. Não há energia,não há gosto. Enlouquecer deve ser terrível,pior que a dor de cabeça que eu sinto agora. Ser tão sensível também é terrível. Prever nos olhos,boca,pele,algo que não irá te fazer bem,e não fazer nada. Apenas esperar acontecer,adiantando a cara feia. Estar na companhia de alguém aparentemente bobo,te castiga a mente,que logo começa a pensar que não há tolice,mas cinismo no outro.

Ninguém te chamou.
Ninguém!

(Resultado de companhia não desejada)

Eu poderia escrever um pouco mais sobre esse momento que me causa raiva,mas chorar é  mais vantajoso. Meio que expulsa um certo peso,e outra,me faz dormir mais rápido.

Priscilla Way.

domingo, 5 de maio de 2013

Ouça ou leia,mas fique.


Shit! Uma explosão,um palavrão. Eu amo tanto,meu Deus! Adquiri o amor e ganhei de bônus ciúme,saudade infinita e conjugações na  primeira pessoa do plural. Eu amo tanto. Talvez seja o que eu faço de mais certo. Parei pra pensar e pensamento bem,não quero. Não quero lembrar. Mas também não quero morrer com emoções entaladas. Não quero morrer. Eu quero matar. Eu quero matar as vozes da minha cabeça que opinam,especulam e me fodem. No mal sentido. Parou! Dentro de mim só quero eu e ele.  Eu quero expulsar as coisas - e pessoas - ruins. Não quero me acostumar comigo. Eu quero mudar,eu quero agora e que seja indolor. Eu tô incolor. Traz aquilo que,reza a lenda,tem no final do arco-iris. Traz pra nós. Pra gente ir embora. Pra gente voltar pra irmos embora de novo. Pra gente saber como é respirar nesses lugares que nossas bandas favoritas costumam nascer.  Eu (te) amo tanto. Te traz pra perto de mim e não se afasta nunca mais.

Priscilla W.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Do(r)mingo.




Domingo libera em mim o que o horóscopo acha que sabe sobre a minha pessoa. Filho da puta,dessa vez ele acertou! É verdade. Sou assim mesmo. E não só aos domingos,mas sempre que surge oportunidade. Não me orgulho,mas eu vou me renegar? Não me forçarei a mudar. Alguém tem que ter defeitos. Alguém tem que ser de verdade. Alguém ter que viver o que a vida oferece,se foi ruim,fazer o quê? Talvez amanhã surja algo bom. Talvez amanha eu descubra em mim algo bonito. Algo que me faça sorrir,por ser meu,vir de mim.  Talvez. Já houveram momentos assim. Por quê não again?

Domingo soa como a quebra de um tratamento importante. Doces para quem ta de dieta.Crack pra que está em reabilitação. Ligações para a CVV,de quem estava feliz. 
Domingo soa socos na paredes,pensamentos no chão frio do banheiro,fumaça ilegal, mancha vermelha na camisa de manga longa,um sono eterno,mas não como de alguma princesa que precisa de beijo,mas como de um atordoado que precisa de paz.
   
Priscilla Way. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Sunday sem sunday


No escuro,porque os olhos ainda sentem dor. Herança genética é uma bosta mesmo. Excluindo alguns de redes sociais. Preocupação com o que deve ser dito,mas que não será bem interpretado,portanto,não digo. Deixa-pra-lá-nada-não-é-besteira. Já não me importa mais a imagem,só o áudio. Domingo tem o poder de não querer sintonizar nada. Cidade quente. Bem por escrever. Mal por não saber escrever. Eu não quero me analisar,porque mudar e manter é difícil.Talvez a gente “só se toque” quando tudo estiver por um fio. Eu desejo que as coisas minhas não fiquem por um fio. Ah, domingo..me tira do Word e me leva até my world.


Priscilla Way.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

INSPI(CO)RAÇÃO



Não há rima bonita
Sem teu sorriso.
Um vício
Que cada vez mais
Me inspira.
Tua presença,
Meu caminho,
Meu instinto.
Pra viver, 
Ser feliz,
Eu preciso de você.
Transformaremos
Lágrimas em gozo.
Vou me fundir em tua pele,
Marcar o teu pescoço.
Escreverei no teu coração
O meu nome e sobrenome,
Essa minha oração.
Pra levar uma vida bonita
Com o amor da minha vida.

Priscilla Way