sexta-feira, 25 de junho de 2010

Espero que essa seja a última poesia pra você.

Eu não gosto de lembrar,
eu não gosto de chorar.
É uma coisa confusa,
é um gostar que me usa,
é um ser carente
que fala comigo,
mas não se engane,
ele não é meu amigo,
é um gostar doente.
Ele tem tudo o que eu quero,
tudo o que me excita,
tem também tudo o que eu odeio,
tudo o que me irrita.
Nessa relação sem coração
nunca houve amor
nunca houve por ser tão recente
só deu tempo de experimentar a dor.
Até que eu estava bem
mesmo na caseira "reabilitação"
quando no dia em que eu esqueci de tudo
veio você com a temida ligação.
Sorte minha não estar em casa para atender?
ou seria azar o meu ficar curiosa para ouvir
o que você tem a dizer?
E agora,definitivamente,começo a perceber
que tenho que assumir : eu não sei me entender.
{Priscilla}

3 comentários:

  1. Nem tudo o que deixei passar estava realmente ao meu alcance. É nisso que o amor vive errando. Ele tem rachaduras, vaza e escorre, corre para outras pessoas. Às vezes nem volta, às vezes se divide. A questão é que depois que se encontra outra pessoa para pendurar os olhos, não há mais nenhum retorno seguro sem forçar. Alguma coisa sempre se perde, alguém sempre perde.

    Quantas ligações eu vou resistir em ti?
    Por que a gente é tão ligado?
    voz.
    - Alô.

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  2. Palavras tão fortes e cheias de sentimento... Belíííssima poesia, blog sempre ótimO!:D
    Bye'

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  3. adorei poesia tem muito

    sentimento fortíssimo
    gosto disso.
    muito sucesso pra vc e seu blog.

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Oi